quinta-feira, 17 de junho de 2010

Larme

Ela tentava falar sobre uma ferida que parecia-lhe já estar fechada. Não que aquilo fosse indiferente para ela, mas, com ele, ela não se importava - afinal ele era sua base. Porém, sem ele, aquilo doia (doia de uma forma que ela nunca imaginou). Ela se sentia culpada, pois jurou para seu amor que aquilo não à atingia, que seria esquecido, pois suas vidas começaram no dia 31/12/2008.
A culpa foi dela (daquela pequena ninfomaníaca que a fez falar), aquilo não existiu, foi tudo um pesadelo, como aqueles que ela tinha e ia pedir colo para seu amado. Decidiu. Tudo não passou de um pesadelo. Um terrível pesadelo. Ela tinha certeza que a expressão "fazer amor" se resumia aquela plenitude que ele a proporcionava, e nada, absolutamente nada mais. Mas aquelas lágrimas (e todas as outras) não foram pesadelo, pelo contrário, foram reais demais e não eram suaves e quentes, como água, eram duras e cortantes, como gelo. Doiam. Machucavam.

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